29/04/2019

Livro "Literatura e Educação: gênero, políticas e propostas" (ISBN: 978-85-5635-092-3)

Segue, abaixo, o PDF da obra "Literatura e Educação: gênero, políticas e propostas", organizado por Maria Amélia Dalvi, Cyntia Graziella Simões Girotto, Amanda Valiengo e Taiga Bertolani Scaramussa (Brasil Multicultural, 2018). Contribuo com o Capítulo 10: "Literatura e ensino do jornalismo: uma experiência pedagógica histórico-crítica". Nele faço breves apontamentos sobre a minha primeira experiência (logo, ainda embrionária e repleta de lacunas) com a aplicação da PHC do Saviani em sala de aula. Ainda que inicial, esse estudo (realizado pelos idos de 2015/16) é base fundamental para alguns dos trabalhos que sigo desenvolvendo, como aqueles com a obra de Svetlana Aleksiévitch.
 

04/02/2019

Fundamentos Histórico-Filosóficos da Ciência (IV Curso de Férias em Bioquímica)

Apresentei hoje - durante o IV Curso de Férias de Bioquímica da Ufes (atendendo a um convite super especial de pessoas que admiro bastante) - a palestra "Por que fazemos pesquisa de bancada? Fundamentos Histórico-Filosóficos da Ciência".

Durante os sessenta minutos que tive para expor os meus devaneios aos participantes, tentei defender a importância do retorno aos fundamentos da prática científica (enquanto processo histórico e enquanto pensamento) como forma de proporcionar um olhar mais crítico e radical sobre a totalidade do "fazer ciência". Ou, em outros termos, mostrar a importância de conservar o espanto como uma espécie de fio condutor reflexivo sobre processos que já temos naturalizados (enquanto cientistas ou indivíduos inseridos nesse meio).

Creio que apenas o combate sistemático ao cientificismo e ao produtivismo podem nos salvar (quem sabe) do surgimento de pesquisadores semiformados (potencialmente novos "Eichmann's"). Meu pacto/sugestão (com os participantes do curso) foi de um retorno aos clássicos do pensamento, mas uma forma mais efetiva de trabalhar esse assunto certamente seria a implementação dos Fundamentos Histórico-Filosóficos da Ciência como disciplina obrigatória nos diferentes cursos de bacharelado. 

Por ora, fica este textinho como registro no calor (literal, de 35°) do momento. Mas pra frente tentarei transformar os rabiscos dessa ideia ainda embrionária em um artigo/projeto mais bem delineado. 

31/01/2019

Livro "no prelo"

Saiu - no começo de janeiro - o resultado do edital para a publicação de obras inéditas pela Editora do Ifes (Edifes) para 2019 e o livro que organizei em parceria com o Prof. Dr. Robson Loureiro e a Profa. Ma. Mariana Ramalhete (Teoria Crítica, Linguagens e Formação Estética na Sociedade Contemporânea) está entre os aprovados. =)

Modéstia às favas, como diria um grande amigo, tem um sem fim de artigos bacana por lá que, assim que possível, darei mais detalhes.

...

Outro livro que está em vias de ser publicado é o meu primeiro de poesias (que após idas e vindas será independente). Se tudo der certo lanço ainda esse semestre.

31/12/2018

Artigo na Via Atlântica (A2 em Educação)


Publiquei neste dezembro, em coautoria com o Prof. Dr. Robson Loureiro, um artigo na conceituada Via Atlântica (Revista A2 em Educação). Trata-se do estudo "Limites entre Jornalismo e Literatura em 'A guerra não tem rosto de mulher', de Svetlana Aleksiévitch: uma análise do narrador a partir do conceito benjaminiano de Erfahrung".

Abaixo estão os resumos e links de acesso para o nosso trabalho e, também, para toda a edição da revista, que está belíssima.

Resumo do artigo:

"Observar o tracejado que divide jornalismo e literatura pode significar a avaliação de uma linha tênue ou a comparação entre galáxias distantes. Tal paradoxo é nutrido pelo deslocamento constante de fronteiras, sobretudo nos formatos híbridos, sendo impossível estabelecer definitivamente limites éticos e estéticos que encerrem cada narrativa. Partindo dessa imprecisão, este estudo recorre à categoria de Erfahrung (experiência), presente nos estudos de Walter Benjamin, para investigar os tensionamentos do narrador em “A guerra não tem rosto de mulher”, de Svetlana Aleksiévitch. O objetivo é discutir a importância do Jornalismo Literário como proposta contra-hegemônica efetiva aos mass media."


Resumo da edição:

"Discussões em torno do livro e do jornal existem, na Europa, desde o final do século XVIII. No Brasil, esse debate estimulou a produção de gêneros híbridos, mais ou menos situados entre o fato e a ficção, entre a verdade e a verossimilhança, desde o início dos Oitocentos. Em seu 34º número, Via Atlântica reuniu pesquisadores do Brasil e do exterior, debruçados sobre a produção híbrida em diversos suportes, dentro e fora do país. Convidamos os leitores a percorrer os diversos meandros da palavra, capaz de nos conduzir para além de noções mais estreitas de verdade, honestidade e realidade."

14/11/2018

II Seminário de Humanidade do Ifes Vitória


Na última terça-feira,13, tive a alegria de ministrar o minicurso "Liberdade ou prisão? Jornalismo, Facebook, WhatsApp e a multiplicação das fake news" para os estudantes do Ifes Vitória.

O papo aconteceu como parte do II Seminário de Humanidades, inserido dentro da Semana da Consciência Negra, da Semana do Livro e da Semana de Educação Para a Vida.

Foi bacana demais o encontro com essa moçada, que se mostrou bem crítica em relação aos principais fatores que condicionam a propagação desenfreada de conteúdos fakes na rede.

Todo o debate que desenvolvi no Ifes sobre notícias falsas e redes sociais online rede está dentro de um artigo que, assim que possível, compartilharei aqui no blog.